terça-feira, 7 de julho de 2009

Talvez medo.

Eu não fui sempre assim. No meio do caminho eu me perdi. Me tornaram assim, quer dizer, me tornei, porque o que se eu sou o que sou não é por culpa de ninguém. Minha sinceridade às vezes me machuca, e eu continuo com meus sim's e não's à vontade, sem querer saber. Eu tô me sentindo. Eu tô me sentindo, meio... sei lá. Não é mais a mesma coisa e eu nem sei quanto tempo se passou. Já mudou e isso me tenta a esquecer. Acho que eu adoro isso... esquecer. Esquecer os cheiros, as épocas, os lugares, os caminhos, os sentimentos, as memórias, os abraços, as palavras, os textos que eu decorei, os textos que eu escrevi, as músicas que eu dancei. Esquecer as pessoas. Não, eu não adoro isso. Me tornaram assim, quer dizer, me tornei, porque o que se eu sou o que sou não é por culpa de ninguém. Foi o jeito que eu achei de fingir que tá tudo certo. Você, no final das contas, vai ser que nem ele, né? Mas você jura que não, pede que eu não compare, mas tem porque comparar. Alguém compara coisas iguais? Você não se importa mais e isso me dói. 'Seu descaso nos descasa' e eu vou me destruindo achando que a culpa é sempre minha. E talvez seja. Meu pai diz que eu me escondo muito em mim mesma. E quer saber?! FODA-SE, tá passando um seriado que parece ser óóótimo na globo e minha mãe me chamou pra assistir, e minha mãe eu tenho certeza que não esqueço, quanto a você... te deixo pendente por esta noite.

Só cuidado pra eu não me acostumar:
Um seriado legal. Um filme legal. Deixa ele pra . Uma música. Uma festa. Deixa. Duas danças. Quatro pessoas. Dez noites. E trinta dias depois:
- Ei, olhaele!
- Ele, quem?

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