domingo, 7 de junho de 2009

Algo sobre aquele mês de maio.

Eu não lembro quando eu te conheci, eu não consigo me lembrar de datas importantes. Mas eu não acho que isso seja fundamental ou totalmente necessário. De repente eu percebo que eu tenho tudo que eu preciso pra entender, aqui, dentro de mim, mas eu não consigo explicar. Não consigo botar pra fora - talvez por medo de não conseguir reabsorver. Se eu perder você, se eu perder isso, eu não vou me desculpar. Eu não sei o que falar mas eu sinto tudo perfeitamente. Eu sempre fui o tipo de garota idiota - pode até não ser idiotice - mas eu choro de felicidade quando eu gosto de alguém. Quer dizer, eu chorei de felicidade quando eu gostei de alguém. Ter alguém legal pra você é o máximo, gostar desse alguém legal que você tem é espetacular. O problema é que eu tenho mania de achar que eu não mereço, por isso que na maioria das vezes eu faço as pessoas legais se afastarem de mim. Mas com você eu não consigo, eu sei que você é bom demais pra mim, que eu talvez não mereça, mas eu não sou forte o suficiente pra conseguir te fazer mal e te afastar de mim. Eu nunca te faria mal, nunca. Eu não sei nem explicar o que eu sinto por você e eu fico com raiva por isso. Eu me dou tão bem com as palavras... Mas elas não explicam. As palavras não entendem isso que eu tô sentindo. E ao mesmo tempo eu sinto medo, medo de te assustar com a minha intensidade, com a minha euforia escondida. Eu me escondo. E ai eu choro de novo - porque eu sou chorona mesmo - porque eu queria poder escrever todas as coisas bonitas que eu sei que eu posso escrever, porque eu queria fazer você ver tudo o que eu tô dando só pra você, queria mostrar o quanto você é especial e como você tá sendo o que ninguém nunca chegou perto de ser. E ai eu tento mostrar com palavras fortes mas mesmo assim elas não mostram a dimensão, o tamanho, a força. Elas não mostram o que é. Não mostram o desespero que brotaria caso não fosse! Eu quero te escrever as coisas mais lindas desse mundo, eu quero fazer você se sentir totalmente único e especial. Amado. Cuidado. Eu poderia acabar com qualquer canção de amor do Chico Buarque, com qualquer métrica de Shakespeare...

Mas meu mais-que-amor não sabe falar, não sabe escrever.
Meu mais-que-amor não canta.
Ele só chora...


E sofre porque transborda em cada tentativa fracassada de se demonstrar quando eu falo 'Eu te amo.'

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